Seja Bem Vindo ao Blog do Marcio Lopes, você é a nossa razão...

Marcio Lopes é Chef de Cozinha, professor e consultor na área de gastronomia.

Quero todo dia aprender com vocês.

Sejam Bem Vindos ao meu Blog, vocês são a razão deste. Sem vocês eu não teria motivação para escrever.........


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quinta-feira, 21 de julho de 2011

Saudades das Mercearias


Há como era doce a minha infância, eu era pequeno e nem sonhava em cozinhar, andava de pé no chão e com uma bola de capotão em baixo do braço, e quando eu via, lá vinha a minha mãe me mandando ir a mercearia que era logo ali. A lista de compras me dava e lá ia eu a mercearia do Sr. Tite, um turco de bigodes grandes e olhos arregalados para contar as moedas que naquele tempo eram os cruzeiros, a lista tinha um quilo de feijão, o quão do saco em meio ao armazém ele apanhava com um concha e colocava em um saco de papel, mais um item me lembro que comprávamos arroz que também ficava exposto no armazém num saco de uns 50 quilos e lá vinha o arroz com palha e até marinheiros, o arroz não era do tipo 1, ora lá tinha que escolher e muito bem e depois lavar mais ainda, já ouviu falar nisso, hoje tem gente que reclama do arroz tipo 1 embalado e pronto pra ir pra panela, e a farinha também neste sacos abertos e mais uma concha e o produto ia pro saco de papel vai saber que tipo era, e a balança num prato ele colocava o alimento ensacado e do outro uns pesos para equilibrar a balança, o óleo de lata e o leite de vaca em garrafas de vidro, atum em lata nem existia era sardinha mesmo da marca coqueiro, as linguiças defumadas penduradas secando, a carne secando ao vento era o charque, manteiga em lata e rapadura para adoçar o café. Bons tempos da padaria onde se comprava a bengala, nada como o pão francês de hoje em dia. O pão sovado com bastante açúcar no meio este só de final de semana a minha mãe comprava, tempos que não voltam mais. Ia me esquecendo da caderneta do Sr. Tite que anotava tudo para pagarmos no final do mês, meu doce predileto, eu me lembro até hoje quando naquelas tardes meu pai me dava dinheiro para comprar "Chokito", lembram do slogan "é leite condensado, caramelizado com flocos crocantes e coberto com o mais puro chocolate ao leite Nestlé", bons tempos em que as mercearias estavam lá. A infância passou rápido demais e a saudade das mercearias não se acabou.
Chef Marcio Lopes "sempre com vocês".

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Mercearia Paraopeba - Isto é Brasil, isto e Gastronomia.



Eu adoro me lembrar das mercearias de ontem, elas são raras hoje em dia, por isso que temos que valorizar o que temos, isso faz parte de nossa cultura.

Muitos desses lugares ainda permanecem como a décadas, o mundo pode se modernizar, mas a boa cozinha vem dai das nossos antepassados. O coisa Boa e ter historia, eu queria ter um caderno de receitas da minha avo, isso e raiz.

A meses escrevi sobre esta mercearia, pesquise nesse blog Saudades das Mercearia - Paraopeba.

Uma musica para alegrar os meus leitores.

Chef Marcio Lopes "sempre com vocês."

Receita do Pastel de Angu - Patrimônio Cultural isso é a nossa Gastronomia.



Será que dá certo transformar angu em massa de pastel? Quem vive em Itabirito, Minas Gerais, não tem dúvida. A iguaria é a receita mais típica do município, isso é Brasil. É a nossa grande Gastronomia.


A vocação da pequena Itabirito, a pouco mais de 50 quilômetros da capital Belo Horizonte, é a mineração. As terras montanhosas do município são riquíssimas em minerais dos mais variados tipos. Mas a cidade tem outras atrações.

Ao chegar a Itabirito, logo se descobre qual é a receita mais típica da culinária local: pastel de angu. O tal pastel é patrimônio cultural da cidade. A massa de angu frita e recheada agrada também quem vem de fora.

A mercearia Paraopeba, entre seus milhares de produtos, também vende o pastel de angu. É dona Lucilia Silva quem faz o pastel vendido na mercearia. Ela deixa os pastéis congelados e leva outros produtos em troca, principalmente fubá.

“O fubá daqui é novo. Ele pega toda semana. Se eu pegar em outro lugar, eu não sei se aquele fubá já foi estocado ou ficou velho. O fubá velho amarga”, explicou dona Lucilia.

A dona Lucilia só usa fubá de moinho de água para fazer o pastel. “Geralmente, o fubá industrializado não dá liga no pastel. Para ter uma liga tem de por farinha. Daí já não fica a mesma coisa”, esclareceu.

Os ingredientes para fazer uma massa que rende cerca de 50 pastéis são:

1 ½ quilo de fubá de moinho peneirado
1 ½ litro de água
1 colher de sopa de polvilho azedo
1 colher de sopa de sal

Ela também já deixa algumas opções de recheio prontas, como carne moída, frango com catupiry e queijo.

Ferva a água. Acrescente o sal. Coloque o fubá aos poucos, mexendo sempre para não empelotar. Está no ponto quando soltar no fundo. Já com fogo desligado, acrescente o polvilho azedo.

O angu vai para uma superfície de pedra para não grudar. Molhe a mão na água e sove até deixar a massa bem homogênea. Corte a massa e faça um rolinho. Corte de novo. Faça uma bolinha e abra com os dedos. Coloque o recheio e fecha. Um funil ajuda. Cada sabor recebe um acabamento diferente. Depois, é só fritar.

Descubra sabores, descubra a nossa cultura o Brasil é assim maravilhoso.

Chef Marcio Lopes "sempre com vocês."

sábado, 25 de setembro de 2010

Ilha das Flores - Será que isso ainda é nossa realidade?


Me lembro de ter assistido este filme a alguns anos atrás, e como cozinheiro e cidadão me perguntei. Por que isto? Passei anos no estado do Amazonas, indo de casa em casa de ribeirinho, dormindo em redes e comendo o peixe tirado do rio fresco, comendo larvas, jacarés, etc... Com este povo aprendi que a fartura esta na natureza.
Morei nas capitais e vivi em meio as favelas em casas de madeira sobre os corregos, e la vi que faltava tudo desde a comida ate a dignidade que o povo merece. O mundo tem muitas realidades mas descobri que é o homem que dificulta a dignidade do povo, pois a natureza esta ai te ajudando a sobreviver a milhões de anos enquanto o homem todos os dias se destroi.
Assistam ao filme.
Chef Marcio Lopes "triste pois ainda hoje é assim, até quando?" Esperança

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Crendices Brasileiras - A alimentação

A alimentação é um tema cercado por diversas crenças, havendo uma grande quantidade delas. No Brasil há um grande número de crenças originárias das culturas portuguesa, negra e indígena. Uma das mais conhecidas é que faz mal chupar manga e tomar leite, em seguida, porque causa congestão.
A crença é antiga e teria surgido na época do Brasil colonial, quando os fazendeiros a inventaram, para evitar que os escravos chupassem manga, cuja safra era abundante, e tomassem leite às escondidas, por ocasião das ordenhas, diminuindo assim o volume do produto que chegava à casa-grande. Foi disseminada a crença entre os escravos que a mistura poderia até matar.

Há também várias outras crenças:

. chupar manga e beber muita água, em seguida, provoca dor-de-barriga;
. não convêm misturar manga com cachaça, intoxica;
. chupar manga e comer ovo provoca indigestão;
. misturar manga com jaca provoca dores intestinais;
. melancia com vinho empedra no estômago;
. comer carne vermelha e peixe na mesma refeição encurta a vida;
. misturar banana com goiaba, faz mal, provoca prisão de ventre;
. comer sarapatel e depois tomar leite, faz mal porque talha o fígado;
. ovos com banana faz mal;
. comer mamão com ovo provoca dor e pode ser fatal;
. tomar cachaça e depois caldo de cana provoca dor de estômago;
. comer pepino e tomar cachaça provoca congestão;
. comer banana e depois jaca faz mal porque provoca prisão de ventre;
. comer ovo e chupar abacaxi provoca congestão.

(fonte: Embrapa)
Chef Marcio Lopes "sempre com vocês."

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

A Jabuticaba é 100% Brasileira.

A jabuticaba é nativa da Mata Atlântica. É conhecida desde o período do descobrimento e encontrada de norte a sul, desde o Pará até o Rio Grande do Sul. A palavra "jabuticaba" é tupi e quer dizer "fruto em botão". É uma fruta 100% brasileira. Árvore de até 8 metros de altura tem folhas vermelhas quando jovens e verdes posteriormente. Suas flores são alvas e surgem diretamente do caule. Floresce duas vezes ao ano: de julho a agosto e de novembro a dezembro. A jabuticaba é utilizada para vários fins, tanto culinários, como medicinais. Entre estes é mencionada a decocção da casca, como remédio para a asma. Por sua semelhança à uva, muitos produtos, como o vinho, suco, geléia, licor e vinagre podem ser feitos com a jabuticaba.
A jabuticaba possui antocianinas, pigmentos presentes nas uvas escuras e, conseqüentemente, no vinho tinto, apontados como grandes benfeitores das artérias. Sua maior concentração está na casca e a sugestão é batê-la no preparo de sucos ou usá-la em geléias. As altas temperaturas não degradam suas substâncias benéficas. Delicada, a fruta se modifica assim que é arrancada da árvore, por ter muito açúcar, a fermentação acontece no mesmo dia da colheita. Guarde em saco plástico e na geladeira.
E é na polpa que encontramos ferro, fósforo, vitamina C e boas doses de niacina, uma vitamina do complexo B que facilita a digestão e ajuda a eliminar toxinas. Na casca escura há excelentes teores de pectina, fibra muito indicada para derrubar os níveis de colesterol.

Receitas:


GELÉIA DE JABUTICABA Em um tacho de cobre estoure certa quantidade de jabuticaba e leve ao fogo sem deixar ferver. Coe em uma peneira de taquara ou plástico (esprema para melhor aproveitamento). Em seguida, para cada medida de suco, adicione uma mesma medida de açúcar. Leve ao fogo (no tacho de cobre) até o ponto de geleia e condicione-me vidros bem esterilizados. Observação: para saber o ponto certo, faça o seguinte: coloque em um copo de vidro até a metade de álcool puro, em seguida coloque uma pequena quantidade da geleia. Se espalhar ou misturar-se ao álcool, ainda não está no ponto. Caso permanecer como uma bola consistente, está no ponto ideal.


VINHO DE JABUTICABA Estoure as jabuticabas e coloque-as em uma vasilha de plástico tampando-a bem e deixando em descanso por cerca de 15 a 20 dias, mas antes de cobrir a vasilha, cubra a superfície do suco com açúcar. Após este tempo, coe todo o suco utilizando-se de um funil com algodão. Caso o teor de álcool (natural) esteja baixo, pode-se acrescentar a gosto, álcool de cereais a 40 graus. O líquido, no ponto certo, deve ser colocado em garrafas por cerca de 3 meses. Durante este período, sacudir um pouco as garrafas para saída do gás. Não sendo adotada esta medida, há o perigo de estourar a garrafa ou soltar a rolha, prejudicando a conservação do vinho que deve ter, na medida do possível, o teor alcoólico apenas da fruta.

Chef Marcio Lopes "sempre com vocês."

sábado, 14 de agosto de 2010

Isso é o nosso Brasil

Você sabe oque é isso? É uma delicia!! O sol quente de Belém do Para, acho que na sombra beira os 40ºC, mas quem resiste de frente ao "Mercado Ver o Peso", esta cuia com um caldo saindo fumaça, eu to escrevendo e a minha boca se encheu de agua, o gosto do caldo de Tucupi se misturando com a dormência dos lábios, provocado pelas folhas de jambú, e ainda peço umas gotas de pimenta murupi, só pra ver o trem fazer a gente suar de vez. Eu repito: "Que delicia!!!" Quando for a região Norte do nosso pais não deixe de desfrutar dessa Delicia.
Ingredientes
05 litros de tucupi
01 kg de camarão seco
01 Kg de goma
08 maços de jambú
Condimentos: sal, alho, chicória, pimenta de cheiro.
Modo de Preparo
Leve o tucupi ao fogo para ferver com os temperos. Junte alguns camarões para dar gosto. Lave o jambú retirando os talos grandes e as florzinhas, lava-se muito bem, quando abrir fervura na água com sal, jogue o jambú para aferventar por 08 minutos. Reserve.
Retire a cabeça e as pernas dos camarões. Lave os camarões secos muito bem para retirar o excesso de sal.
Para preparar a goma: coloque uma panela com água para ferver temperada com sal.
Dissolva a goma em um pouco de água fria. Quando a água levantar fervura, despeje a goma dissolvida e mexa muito bem com uma colher de pau. Deixe cozinhar até ficar transparente e em consistência de um mingau grosso.

O tacacá deverá ser servido nas cuias próprias obedecendo a seguinte ordem: na cuia coloque uma colherzinha de molho de pimenta de cheiro. Coloque uma concha de tucupi. Tempere com sal à gosto, adicione uma concha bem farta de goma, corta-se a goma com uma colher sem mistura-la ao tucupi.

Despeje por cima outra concha de tucupi. Acrescente por cima os
camarões secos e os ramos de jambú. Sirva bem quente.

Fala serio isso faz qualquer um correr o restante do dia.
Chef Marcio Lopes "sempre com vocês."