Seja Bem Vindo ao Blog do Marcio Lopes, você é a nossa razão...

Marcio Lopes é Chef de Cozinha, professor e consultor na área de gastronomia.

Quero todo dia aprender com vocês.

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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Carne de Frango - Conhecer para não comprar Gato por Lebre.


 
FRANGO


O corte do frango

A maneira clássica de cortar frango ou galinha consiste em dividir a ave segundo sua própria anatomia, separando-a pelas juntas. Você não precisa fazer força, serrar ou usar o martelo. Mas é imprescindível ter à mão duas facas bem afiadas (uma grande, outra menor, ambas de lâmina fina), uma tesoura e uma tábua de madeira.

Antes de cortar, procure sentir exatamente o ponto de junção dos ossos, onde será dado o talho.

As facas devem ser manejadas com firmeza, por meio de um só corte, incisivo e direto. Não se esqueça de que existem diferenças na textura da carne, dependendo da parte d onde é retirada e se o corte não for feito de maneira correta, você corre o risco de dividir a ave em partes mal acabadas, que se desfazem nas bordas.

Os três tipos mais comuns de frango são:

Frango de leite ou galeto: ave de até 3 meses, com aproximadamente 600g. Tem a carne macia, com pouca gordura e sabor suave. Geralmente é grelhado, assado ou frito.

Frango comum: tem entre 3 e 7 meses e chega a pesar mais de 1 kg. Seu sabor é um pouco mais acentuado e possui mais teor de gordura.

Frango capão: é o frango castrado, para que engorde mais. Tem a carne muito saborosa e muito gordurosa.


Chef Marcio Lopes "sempre com vocês."

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Carne de Porco - Conheça para não levar gato por Lebre.

PORCO

O corte do porco

A carne de porco tem presença garantida em quase toda a culinária brasileira. Como é uma carne que, na maioria das vezes, pode ficar ressecada após o preparo, demanda maior atenção durante o preparo. Leva mais tempo que as demais carnes para "pegar" tempero, por isso é interessante deixá-la apurando dentro das iguarias algum tempo antes de fazê-la.

Por ser um animal de pequeno porte, o porco pode ser comprado inteiro ou em partes. Caso você esteja pensando em preparar um belo prato com carne suína, fique atento às informações da figura e tabela que seguem:

1 – Cabeça             2 - Paleta     3 - Lombo / Lombinho    04 - Pernil    5 – Barriga

6 - Perna dianteira

Cabeça: parcialmente desossada, pode ser preparada na forma de assado, com recheio ou cozida. É usada pela indústria de alimentos para fazer salsicha e outro frios.

Paleta: um pouco dura, mas saborosa. Usada para assados e churrascos.

Lombo: carne nobre e saborosa.

Lombinho: inteiro, desossado, bistecas ou costeletas.

Pernil: uma das melhores partes do porco. Excelente para assados. (cortes encontrados: Coxão Duro, Coxão Mole, Lagarto, Alcatra, Músculo e outros. Por isso que quando assamos um Pernil encontramos carnes mais macias e outras bem secas, porque existe nesta peça um enorme volume de outros cortes.)

Barriga: usada no preparo de carnes temperadas, embutidos e em conserva.

Perna dianteira: com ou sem osso, pode ser usada em assados ou cozidas.


Toucinho: gordura fresca de porco. Muito usado na culinária do interior do Brasil, principalmente na cozinha mineira.

Bacon: toucinho defumado, fatiado ou em partes. De sabor forte e marcante, é muito utilizado para dar gosto a muitos pratos, ou até mesmo envolvendo maravilhosos medalhões de outras carnes.

Pés, orelhas e rabo: apuram o sabor de determinados pratos, como a feijoada, por exemplo. Normalmente encontra-se já salgados. A geléia concentrada feita dos mesmos é extensamente usada para confecção de caldos.



Chef Marcio Lopes "sempre com vocês."

domingo, 30 de janeiro de 2011

Carne de Boi - Conhecer para não levar gato por lebre

O boi permite 21 tipos de cortes entre os considerados de “primeira” e os de “segunda”. Essas qualificações são geradas pelos próprios cortes; os valores nutritivos são os mesmos. Sua carne é boa fonte de proteína, fósforo, ferro e de vitaminas do Complexo B. A idade do gado abatido influi no sabor e na textura da carne, embora a maciez dependa muito do corte.

Quando alguém lhe convidar para comer uma carne de vitela, aceite imediatamente. A vitela é o boi com menos de 4 meses de idade. Sua carne é mais tenra, de cor clara e pouco gordurosa. Tem as mesmas propriedades nutritivas que a carne de boi, porém é mais fácil de digerir. E como tem menos gordura, é aconselhada nas dietas de emagrecimento. Não se esqueça, porém, de agradecer ao convite!

Não compre carne em açougues não muito confiáveis. Procure ser cliente de um estabelecimento bom, limpo e onde o açougueiro não seja apenas um cortador de carne, mas um profissional competente. Alguém que saiba cortar a carne, confirme as especificações exigidas e que, na falta daquela que você procura, possa orientá-la, com segurança, sobre outro tipo que possa substituí-la, sem problemas. Na hora de comprar a carne, preste atenção nas seguintes características:
  • consistência firme e compacta;
  • cor vermelho-brilhante;
  • a gordura deve ser branca ou amarelo-pálida. Se for muito amarela, é sinal que o animal era velho e, portanto, que a carne é dura.
Comprando de um fornecedor idôneo, você se poupará de receber desagradáveis contra-pesos, que nada têm a ver com o que está sendo pago.

A chamada carne de primeira é retirada de uma parte do animal que é menos exercitada, assim como a de segunda, mais rija, provém das mais exercitadas, tendo uma textura mais desenvolvida; mais forte, portanto, a menos delicada. Ao comprar qualquer um dos tipos, observe se ela está firme e brilhante, com aspecto saudável e levemente úmida. Se tiver gordura, esta deverá ser clara e firme, também.

Para evitar desperdícios, calcule sua compra corretamente. A tabela é esta:
• Carne sem osso - 175 gramas por pessoa.
 • Carne com osso - 300 gramas por pessoa.
 • Para o churrasco a quantidade aumenta para 500 a 600 gramas se for servida apenas a carne ou 300 a 400 gramas se for acompanhada por saladas, pães ou mandiocas.

Antes de ser posta à venda, a carne bovina sofre um processo de maturação, que a torna mais macia e tenra.

No mercado existem cortes limpos, embalados a vácuo, e congelados, que podem ser conservados até por 60 dias, sem risco de contaminação. É o tipo chamado de carne resfriada. Às vezes sua cor é escura, o que não significa estrago.

Cada corte é uma dádiva, que você usa bem ou mal, tira proveito ou não. Há cortes para diferentes destinações. Para melhorar sua arte culinária. Ponha o pedaço certo em sua receita.

Para assar: rosbife, bisteca com osso, miolo de alcatra, picanha, maminha, coxão duro ou mole, lagarto, patinho e ponta-de-costela.

Para refogar: cupim, acém, bisteca, patinho, fraldinha, capa de filé e filé de costela.

Para ensopar: Além dos que servem para refogar, entram rabo, tutano, ponta de agulha, aba de filé, peito e carne moída.

Para fritar: contrafilé, patinho, coxão mole, alcatra e filé mignon.
É bom conhecer os cortes todos. Certamente esse conhecimento irá ajudar nas horas de crise, falta de carne, etc.
1 - Pescoço         2 - Acém            3 - Peito       4 - Paleta        5 - Fraldinha            6 - Filé mignon
7 - Bisteca          8 - Contra Filé      9 - Múscul      10 - Ponta de agulha            11 - Maminha
12 - Coxão mole   13 - Lagarto       14 - Patinho      15 - Costela      16 - Alcatra (+Picanha)
17 - Capa de filé         18 - Coxão duro    19 - Cupim             20 - Aba do Filé

Aba do filé: utilize-a moída pois tem nervos demais.

Acém: carne de “segunda”, relativamente magra, que pode entrar em cozidos, assados, refogados, ou preparada em bifes ou moída.

Alcatra: de “primeira”, de fibras macias, uma das campeãs na preferência dos brasileiros, esta carne é, também, uma das mais nobres. Da peça inteira da alcatra, localizada no traseiro do boi, saem outros cortes igualmente apreciados, como a picanha e a maminha. É usada principalmente para fazer bifes, mas faz igual sucesso em assados e cozidos de panela.

Braço: conhecida por paleta ou pá, é carne nervosa, que leva muito tempo para cozinhar. É de “segunda”.

Bisteca: também conhecida como chuleta. É arredondada, intercalada por gordura amarelo-clara. Pode vir com ou sem osso, é considerada uma das mais saborosas do boi e pode ser servida assada, frita ou grelhada.

Capa de filé: outra carne nervosa, de “segunda”, que pede muito tempo no cozimento.

Contra Filé: também conhecido por filé do lombo. Muito macio, é magro mas sua parte externa mostra grossa camada de gordura. Fica ótimo assado e frito. Com ele é feito o tradicional bife à cavalo (com ovo frito). Corte nobre do lombo do boi, fica ao lado do filé mignon.

Costela: também conhecida como pandorga e assado. Cercada de osso e gordura, é apropriada tanto para cozidos como para assados. É fibrosa e requer preparo lento, que pode chegar a 12 horas no "bafo" da churrasqueira, ou seja, longe da brasa.

Coxão duro ou Chã de dentro ou, ainda, Ponta de Alcatra: é um pedaço com fibras grossas, mas menos macia que as do coxão mole. Mas de “primeira”, como esse. Indicada principalmente para sopas, ensopados e outras receitas que exigem cozimento lento, capaz de lhe amaciar. Vem do músculo traseiro do boi.

Coxão mole: também chamada de chã de dentro, é constituído por fibras macias e curtas, com gordura e nervos, carne macia mas não muito suculenta. Durante muito tempo, foi sinônimo de carne para bife. Pode ser feita à milanesa, enrolada, assada ou na forma de escalopes.

Cupim: é a corcova do boi-zebu. Nele, fibras e gordura se entrelaçam. É saboroso e muito usado em churrasco. Mas exige um longo tempo de cozimento.

Filé de costela: também é chamado de filé de costa, é de “segunda”, demora para cozinhar e é recomendável em cozidos e refogados.

Filé mignon: é extremamente macio, tenro e suculento, mas não muito saboroso, sempre pede um bom molho por acompanhamento. Peso médio: 2 quilos. Ideal para bifes altos, servidos ao ponto ou mal passados. Da França vêm dois cortes feitos com este pedaço: turnedô, pedaços mais grossos, e medalhão, mais finos. Fica ao longo do dorso do boi.

Fraldinha: composta pela parede do abdômen do animal, tem fibras longas, nervos e gorduras. Já foi considerada carne de “segunda”. Muito consumida em churrascos (cortes de fatias finas que vão à grelha), espetinhos, assados de panela e receitas como estrogonofe. Pequena, macia e suculenta. Localizada na lateral do boi.

Lagarto: de “primeira”, formado por fibras longas e magras, com uma parte externa gordurosa. Também conhecido como lagarto-branco e tatu. Carne dura, nada suculenta, com formato arredondado. Em assados, deve ser bem passado e pode ganhar recheios de farofa, cenoura ou lingüiça. Cru, cortado em fatias finíssimas, faz sucesso como carpaccio.

Maminha da alcatra: Tirada da peça inteira da alcatra, é muito macia e suculenta, naturalmente, de “primeira”. Boa para assados e churrascos em geral. Pesa, em média, 2 kg.

Músculo: às vezes considerado de “segunda”, às vezes de “terceira”. Cortado com osso toma o nome de osso-buco, muito valorizado na cozinha, principalmente a italiana. Ideal para sopas, caldos e cozidos. Deve ficar no fogo até amaciar. Desfiado pode ser usado também em saladas frias. É de ótimo sabor.

Paleta e miolo de paleta: Pernas dianteiras do boi. Como os outros cortes provenientes dessa parte, a paleta é apropriada para cozidos, assados de panela e picadinhos. O miolo é mais macio e suculento, parecido com o patinho (às vezes é até vendido como tal). Bom para assados.

Patinho: corte de “primeira”, com fibras macias. Ao fazer bifes corte-o no sentido das fibras para que não endureçam. Também usado picadinho e cozido como o prato húngaro "goulash".

Peito e peito com osso: Dele é feito o pastrame, um temperado servido em fatias finíssimas, como o carpaccio. Entre outras receitas, dá origem ao "puchero", cozido tradicional na Argentina. Exige muito tempo de cozimento por causa da grande quantidade de músculos e fibras. É de “segunda”.

Peixinho: Também conhecida como coió e lagartinho-da-pá. O corte é macio e vai bem em cozidos e assados. Localizando no braço.

Pescoço: tem muito tecido conjuntivo e gordura, exige prolongado tempo de cozimento. É considerado de “terceira”.

Picanha: inteira ou em bifes, essa carne é muito macia e suculenta e não pode faltar na grelha de um bom churrasco. Mas também pode ser preparada no forno, frita ou cozida. A parte mais tenra é a pontinha. Ao comprá-la, não se deixe enrolar. Ela deve ter não mais de 25 centímetros de comprimento e o peso ideal é de 1 quilo a 1.500 gramas, além de possuir um aspecto “marmorizado”, ou seja, entremeado por gordura. Se pesar mais você estará pagando uma parte em coxão duro e a peça não terá maciez uniforme.

Ponta de agulha: considerada de “terceira”, é constituída pelas últimas costelas do boi. Pode ser moída e, quando inteira ou em pedaços, também pede muito tempo de cozimento.

Rabo: compõe-se de diversos ossos recobertos com carne gordurosa e, como toda carne junto ao osso, bastante saboroso. É principal integrante do prato típico “Rabada”.

Conhecer os diversos tipos de carne serve para não sermos enganados, digo sempre aos meus alunos visualizem os cortes das carnes nas regiões do seu corpo é será bem mais fácil não ser enganado.

Chef Marcio Lopes "sempre com vocês."

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Jamón Ibérico- Pata Negra - Inconfundível


Jamón Ibérico- Pata Negra

No coração da Sierra de Aracena é Jabugo, uma pequena cidade salpicada de castanheiros e carvalhos.

Sua única microclima: verões quentes, invernos frios sem neve e gelo, dia seco e molhado durante a noite, fazer Jabugo um lugar único e privilegiado para desenvolver os melhores produtos Ibérica
Em nenhum outro lugar no mundo em conjunto, cições favoráveis para alcançar um presunto de alta qualidade, por isso Sánchez Romero Carvajal, desde 1879, mais de cem anos, desenvolvido na real Jabugo presunto ibérico Cinco Macacos.

Alimentando os porcos ibéricos com base em bolotas e ervas durante o intervalo aberto e o exercício realizado em busca de alimento, retarda a engorda e consegue- se infiltrar na gordura ainda mais entre a sua massa muscular.

O resultado é uma suculência, aroma e sabor único.
O alimento básico do porco ibérico é a semente que cai da carvalhos, e complementa gramíneas da pastagem, leguminosas e frutas de gramíneas selvagens

Jamón Ibérico- Pata Negra este produto da gastronomia é único e inconfundível, isso é maravilhoso.



Chef Marcio Lopes com a colaboração de Adriana Girassol "sempre com vocês."

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Marinadas - O que é isso?

DEFINIÇÃO: um líquido saborizado, cozido ou não, no qual ingredientes salgados, como carne bovina, suína, miúdos, carnes de caça, aves, peixes ou vegetais são envolvidos por variados períodos de tempo. O processo de mergulhar ou envolver um ingrediente nesse líquido saboroso é chamado de MARINAR.

USOS
· O principal propósito da marinada é o de dar sabor aos alimentos
· Muitos tipos de marinada, por possuírem ingredientes ácidos (entre outros), também atuam para tornar carnes mais macias e suculentas.
· Antigamente, as marinadas também eram uma forma de conservação de alimentos

HISTÓRICO
Marinar é um dos processos culinários mais antigos. A palavra marinada deriva do latim marinus (marinho), que se refere à água do mar ou outras soluções salinas que são usados para preservar alimentos há milhares de anos. Além disso, há muito se sabe que a simples mistura de vinho, vinagre, água salgada, ervas e especiarias, além de ajudar a conservar os alimentos, realçam os sabores dos alimentos, uso principal das marinadas que perdura até os dias de hoje.

USOS PELO MUNDO
Mediterrâneo – nesta região costuma-se marinar vegetais e peixes, como por exemplo, sardinhas, atum, pimentões, cebolas e cogumelos.
Escandinávia – Na Suécia é comum salgar e marinar gansos, em outros países pode-se encontrar picles de língua, presunto ou mesmo peixes como a cavala (em vinho branco).
Índia – muitos ingredientes são marinados em coalhada temperada.
Peru – peixe é marinado com suco de limão e comido sem ser cozido (Ceviche).



RECEITAS
OBSERVAÇÃO: MARINADAS PARA GRELHAR1. Pode-se preparar a marinada completa e deixar armazenado na geladeira, para regar as carnes conforme por necessário, lembrando de deixar no máximo por 30 minutos nos bifes e menos ainda quando forem peixes.
2. De preferência, não salgar a marinada, deixar um pouco de sal grosso do lado da grelha para salpicar quando for grelhar a carne.
3. Use a marinada para pincelar as carnes que estão grelhando, para intensificar a cor e o sabor.

MARINADA BÁSICA DE ERVAS PARA GRELHAR
· 4 colheres de sopa de azeite
· 2 colheres de sopa de suco de limão ou vinagre de vinho branco
· 1 dente de alho amassado
· 4 colheres de sopa de ervas frescas picadas:


Peixe - salsa, estragão, coentro, dill, erva-doce, salsão, louro, sálvia, segurelha, tomilho
Frango – salsa, estragão, alecrim, coentro, erva-doce, manjerona, orégano, sálvia, segurelha, tomilho
Porco – alecrim, coentro, erva-doce, manjerona, orégano, sálvia, segurelha e tomilho
Boi – alecrim, salsa, coentro, louro, orégano, segurelha e tomilho.

PARA GRELHAR PEIXES
Marinada cozida
1 dente de alho amassado
1 colher de sopa de salsa picada
1 e ½ colher de chá de orégano picado
1 colher de chá de alecrim picado
175 ml de azeite
3 colheres de sopa de água quente
4 colheres de sopa de limão
Sal e pimenta
à aquecer, deixar liberar os aromas, esfriar e usar.

Leite de coco aromática (também para FRANGO)
4 colheres de sopa de leite de coco
1 colher de sopa de açúcar mascavo
1 dente de alho amassado
2 colheres de chá de coentro moído
2 colheres de chá de semente de cominho moída
1 colher de chá de cúrcuma
Suco de 1 limão


Anis (também para PORCO E FRANGO)1 dente de alho amassado
1 anis estrelado ou 1 colher de sopa de semente de funcho
4 colheres de sopa de folhas de erva-doce picadas
2 colheres de sopa de azeite


PARA GRELHAR CARNE BOVINA

Rápida
4 dentes de alho amassados
1 cebola picada
1 colher de chá de cominho moído
1 colher de chá de pimenta em pó
50 ml azeite

Endiabrada (também para FRANGO)4 colheres de sopa de ketchup
1 colher de sopa de suco de limão
1 colher de sopa de páprica
4 colheres de chá de cominho moído
4 colheres de chá de cúrcuma
1 colher de chá de mostarda em pó
50 g manteiga sem sal (ou óleo/azeite)

Vinho Tinto Temperado (também para PORCO)
1 colher de chá de semente de coentro
1 colher de chá de semente de cominho
1-2 dentes de alho picados
1 cebola pequena picada
½ colher de chá de pimenta
1 colher de sopa de açúcar mascavo
5 colheres de sopa de vinho tinto
115 ml azeite




Hoje vou parar por aqui, logo mais receitas para vocês, o churrasco de final de semana vai melhorar.




Chef Marcio Lopes

sábado, 31 de julho de 2010

Galinhas - Curiosidades Gastronômicas

As primeiras galinhas chegaram ao Brasil em 1532. Foram trazidas por Martim Afonso de Souza para a Capitania de São Vicente.
No início os nativos brasileiros tiveram medo dos animais. Pero Vaz de Caminha observou em suas anotações: "Não lhe queriam pôr a mão".
No século 18, o Marquês de Pombal desaconselhou a alimentação com galinha para pessoas doentes. Alguns anos depois, e com comprovada eficácia na recuperação de doentes, o mesmo Marquês decretou que hospitais reais e militares servissem o alimento para seus pacientes.
A receita de canja de galinha foi inventada na Índia, mas foi popularizada pelos portugueses. Canja veio do nome original do prato indiano, "kanji".
A canja era um dos pratos preferidos de Dom Pedro II.
As granjas brasileiras produzem 13,6 bilhões de ovos por ano.
A galinha tem uma enorme importância para o homem sendo o animal doméstico mais difundido e abundante do planeta e uma das fontes de proteína mais baratas. Além de sua carne, as galinhas fornecem ovos. As penas também têm utilizações industriais. Segundo dados de 2003, há cerca de 24 mil milhões de galinhas no mundo. Em alguns países da África moderna, 90% dos lares criam galinhas. As galinhas são aves omnívoras, tendo preferência por sementes e pequenos invertebrados.
Segundo a ABEF (Associação Brasileira de Produtores e Exportadores de Frango), o Brasil é o maior exportador mundial de carne de frango e o terceiro maior produtor, atrás apenas dos Estados Unidos e da China.
Chef Marcio Lopes

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Cuidado com a carne moída.

Consumidores devem tomar cuidado com a carne moída. Você sabe o que deve ser observado na hora de comprar carne moída ou picada?
Uma pesquisa mostrou o perigo que se corre. Na hora de comprar carne, a higiene nem sempre é uma preocupação:
“Compro carne e peço para moer na hora. Confio, vai para o fogo e mata todos os micróbios”, diz a dona de casa.
“Não faço a menor ideia, confio no mercado”, aponta um consumidor paulista.
Já esse consumidor desconfia que a carne moída não está fresca: “Estou trocando, devia ser moída na hora e não do jeito que ela é”.
“Estão com touca, máscara, luvas, não sei exatamente o que estavam fazendo antes de pegar carne com mesmas luvas”, desconfia uma consumidora. O perigo é o que não se consegue ver: se a carne moída ou picada é manuseada pelos funcionários lá dentro com o devido cuidado. O problema está em nossas mãos, porque elas acumulam bactérias atuam como agentes de contaminação da carne. É o que dizem os especialistas em segurança alimentar.
“A maior contaminação é pelo manuseio. Isso na alimentação como um todo. Em torno de 80% dos problemas ocorridos com os alimentos e alimentação de rua acontece com manipuladores e utensílios sujos, falta de higiene, falta de treinamento”. Será que realmente é só isso?

COMENTÁRIOS: Escolha a carne e peça para moer na hora, verifique a higiene do uniforme, das mãos e do manipulador em si. Luvas as vezes estão mais contaminadas que as mãos.
Quando chegar em casa, guarde o mais rápido possível sob refrigeração, e quando for cozinhá-la, a carne precisa chegar a pelo menos 70 graus, temperaturas são difíceis de controlar em uma cozinha doméstica, neste caso evite o consumo da carne crua, o que já diminui muito o risco de contaminação. Toda a carne moída deve ser bem refogada antes de ser temperada. Como proceder: pegue sua panela, e coloque em fogo alto e deixe esquentar, coloque um pouco de gordura e coloque a carne em pequenas quantidades, deixe selar a carne ou seja que ela tome cor, se vocês colocarem a carne toda de uma vez na panela a panela esfria rapidamente e a carne em vez de fritar ela será cozida com aquele sangue misturado com a agua e desta maneira sua carne ficará com um gosto horrível, então frite a carne aos poucos, depois de bem cozida abaixe o fogo e tempere a gosto, se for usar algum caldo industrial "caldo maggi ou outros dilua este mesmo em 1/2 copo de agua morna e adicione na sua carne a fim de retirar todo o sabor que ficou grudado no fundo de sua panela, se preferir um bom vinho tinto seco também da certo, mas se você fez antes um bom caldo de carne natural utilize esse com certeza."

Chef Marcio Lopes "sempre com vocês."

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Carne de Cavalo - O Brasil é um dos maiores exportadores.

A carne de cavalo é muito apreciada na Europa e na Ásia. No Brasil e em países tradicionalmente católicos, a carne já foi fortemente associada ao pecado. É que, por volta do ano 700, ela era muito consumida em festas pagãs. Por causa disso, a igreja católica proibiu seu consumo. Mesmo depois de liberada aos fiéis, a carne do cavalo continuou longe das mesas católicas por muito tempo.
Mesmo com um consumo muito pequeno, o Brasil é um dos maiores exportadores de carne de cavalo do mundo. O país exporta, em um ano, cerca de 15 mil toneladas, o que gera um faturamento médio de 35 milhões de dólares.
Os países que mais consomem a carne de cavalo brasileira são França, Bélgica e Itália. Ela é usada principalmente na produção de embutidos, como salames, mortadelas e salsichas. Quem já comeu salame ou mortadela italiana legítimos provavelmente já experimentou carne de cavalo.
Quase todas as partes do cavalo são aproveitadas. O sangue e os ossos são usados para a produção de farinha de ração, enquanto a crina serve para fabricar pincéis.
Um cavalo ideal para ser abatido pesa, em média, 300 quilos, o que corresponde à cerca de 100 quilos de carne.
Em comparação com a carne bovina, a carne de cavalo tem mais água, mais ferro - o que a deixa mais vermelha - e tem sabor mais forte e levemente adocicado.
No Japão, como a carne do atum ficou muito mais cara nos últimos anos, os japoneses passaram a adotar a carne de cavalo para preparar seus famosos sashimis.
Os cavalos não são criados especificamente para serem abatidos. Os animais mortos são, normalmente, os cavalos mais velhos de criadores e fazendeiros. A idade não deixa a carne mais dura. Já os cavalos de corrida não são comprados pelos abatedouros por causa da grande quantidade de remédios que tomam ao longo da vida.
O quilo da carne de cavalo custa, em média, 25 reais. Diferente dos cortes bovinos, as áreas mais nobres, como o filé mignon e a alcatra, não custam mais caro.
Os nomes dos cortes de carne de cavalo são iguais aos da carne bovina: filé mignon, alcatra, contrafilé, fraldinha, patinho, lagarto, coxão duro e coxão mole. Não temos os cortes do cupim e da picanha.

Chef Marcio Lopes "sempre com vocês".

sábado, 26 de junho de 2010

Técnica aprimorada nos EUA, a maturação a seco chega a restaurante de SP Folha de S.Paulo - Leticia Moreira/Folha Imagem
Câmara de maturação a seco do Dinho's, que lança três cortes envelhecidos com a técnica
Um belo dia, Jeffrey Steingarten, o crítico gastronômico da "Vogue" americana, tirou tudo de sua geladeira para acomodar um corte de 15 kg de costela de boi, coberta com gordura e cartilagens. Também colocou ali dentro um ventilador azul de plástico e um aparelho para medir a umidade. Então simulou uma pequena câmara de maturação a seco, na tentativa de potencializar aroma, maciez e sabor da carne.
Essa técnica, conhecida como "dry age", teve origem na época em que caçadores penduravam ao ar livre os animais capturados e os deixavam quase apodrecer, para amaciar sua carne. Aprimorada nos Estados Unidos, somente neste mês chega, em maior escala, a um restaurante de São Paulo, cidade na qual se pratica o método da maturação a vácuo, no qual as peças são embaladas e mantidas em câmaras frias.
Para comemorar seus 50 anos, a churrascaria Dinho's, que antes funcionava em um pequeno imóvel na alameda Santos (região oeste da capital paulista) e hoje ocupa 1.800 m² no mesmo local onde nasceu, lança três cortes maturados a seco, o t-bone, o contrafilé e o prime-rib (de R$ 79 a R$ 81).
Há quatro meses, Fuad Zegaib, o Dinho, 77, começou a fazer testes em um espaço improvisado para depois montar uma câmara refrigerada projetada especialmente para sua ação, com capacidade para três toneladas de carne. Seu interior obedece às exigências de temperatura (entre 1ºC e 3ºC), umidade (de 70% a 75%), ventilação (ambiente arejado) e luminosidade (luz ultravioleta que inibe o crescimento da superfície de bactérias).
Peças inteiras descansam entre 15 e 20 dias nesse ambiente, intocadas, etiquetadas e acomodadas em prateleiras. Nesse processo, "as enzimas desgastam as proteínas dos músculos que inicialmente são muito duras", diz Dinho. "A carne resseca um pouco, mas o osso e a gordura selam as peças fazendo com que boa parte do suco permaneça dentro da carne [que depois passa por uma "limpeza", é porcionada pelos churrasqueiros e preparada na grelha de carvão]."
Paola Carosella já fez experiência semelhante em seu restaurante Arturito. Deixou uma peça de contrafilé descansar em uma câmara por 12 dias, perto do ventilador. "Com o tempo, a carne perde água e fica preta, com crostas de fungos [que depois são retiradas]; o mesmo sabor fica concentrado em um volume [até 30%] menor." Pouco depois, desistiu do investimento. "É um produto muito caro e não tem qualidade proporcional." Segundo a chef, o gado de açougue tradicional no Brasil, o Nelore, não cria gordura intramuscular suficiente e, "para ter um bom resultado, é preciso ter uma carne muito marmorizada".
No Dinho's (al. Santos, 45, tel. 0/xx/11/3016-5333), a matéria-prima é um boi de cruzas britânicas, abatido precoce, com até 24 meses. "E nos últimos quatro meses, são criados a pão de ló, confinados com custo mínimo de R$ 5 por dia para o pecuarista, para obter a quantidade e a qualidade ideais de gordura", diz o restaurateur.
A vácuo
Para o especialista István Wessel, proprietário da marca Carnes Wessel, esse processo não deve funcionar no Brasil. "A gente come com os olhos e a carne maturada, que fica preta com gordura branca, não passa no teste de visão", diz.
Também vê controvérsia em relação à maciez da carne. "Dizem que a carne maturada a seco é mais macia e eu fico na dúvida: "É mais macia porque é proveniente de uma carne mais gorda ou é mais macia por conta do processo?" Não sou bioquímico, mas não vejo lógica. Acho que acaba sendo mais macia não pelo processo e sim por ser proveniente de um gado mais gordo e suculento."
Segundo ele, o processo enzimático que ocorre na maturação a seco e na maturação úmida, a vácuo, é "rigorosamente o mesmo". Tem diferença no sabor? "Uma diferença muito sutil. O que faz a grande diferença é a matéria-prima."

Chef Marcio Lopes "carnes maturadas, ou seria melhor marinar a sua carne para obter um melhor sabor, técnicas e temperos adequados podem transformar o sabor dos produtos."

domingo, 6 de junho de 2010

O Porco - A carne mais consumida no mundo

O corte do porco.

1 - Cabeça

2 - Paleta

3 - Lombo / Lombinho

4 - Pernil

5 - Barriga

6 - Perna dianteira

A carne de porco tem presença garantida em quase toda a culinária brasileira. Como é uma carne que, na maioria das vezes, pode ficar ressecada após o preparo, demanda maior atenção durante o preparo. Leva mais tempo que as demais carnes para "pegar" tempero, por isso é interessante deixá-la apurando dentro das iguarias algum tempo antes de fazê-la. (processo de marinar a carne)
Por ser um animal de pequeno porte, o porco pode ser comprado inteiro ou em partes. Caso você esteja pensando em preparar um belo prato com carne suína, fique atento às informações da figura e tabela acima.

Cabeça: parcialmente desossada, pode ser preparada na forma de assado, com recheio ou cozida. É usada pela indústria de alimentos para fazer salsicha e outro frios.
Paleta: um pouco dura, mas saborosa. Usada para assados e churrascos.
Lombo: carne nobre e saborosa.
Lombinho: inteiro, desossado, bistecas ou costeletas.
Pernil: uma das melhores partes do porco. Excelente para assados.
Barriga: usada no preparo de carnes temperadas, embutidos e em conserva.
Perna dianteira: com ou sem osso, pode ser usada em assados ou cozidas.
Toucinho: gordura fresca de porco. Muito usado na culinária do interior do Brasil, principalmente na cozinha mineira.
Bacon: toucinho defumado, fatiado ou em partes. De sabor forte e marcante, é muito utilizado para dar gosto a muitos pratos, ou até mesmo envolvendo maravilhosos medalhões de outras carnes.
Pés, orelhas e rabo: apuram o sabor de determinados pratos, como a feijoada, por exemplo. Normalmente encontra-se já salgados. A geléia concentrada feita dos mesmos é extensamente usada para confecção de caldos.


Conhecendo um pouco sobre carnes com Chef Marcio Lopes