Seja Bem Vindo ao Blog do Marcio Lopes, você é a nossa razão...

Marcio Lopes é Chef de Cozinha, professor e consultor na área de gastronomia.

Quero todo dia aprender com vocês.

Sejam Bem Vindos ao meu Blog, vocês são a razão deste. Sem vocês eu não teria motivação para escrever.........


quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Acabou o gás e tá com fome?

Esqueça todas as gambiarras que você já viu!!!!
Essa merece um destaque !

Chef Marcio Lopes "sempre com vocês."

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Tarte Tatin - O erro mais acertado do mundo.




Do Paraíso à França, continuamos a nos render à tentação das maçãs.

Ao sul de Orléans, no Vale do Loire, fica Lamotte-Beuvron, cidade com menos de cinco mil habitantes, onde em 1889 foi criada acidentalmente a receita da mais clássica torta francesa: a tarte tatin. A história conta que as irmãs Stephanie e Caroline Tatin ficaram responsáveis por cuidar do negócio da família, o hotel Tatin, após o falecimento do pai. Enquanto Caroline, conhecida como a “princesinha de Sologne”, era a encarregada da administração do hotel, cabia a Stephanie cuidar do restaurante. O local era famoso na região por sua perfeita torta de maçã com crosta crocante, maçãs macias e caramelizadas. Até que, por engano, num dia de muito movimento, Stephanie colocou as maçãs no forno, esquecendo de acrescentar a massa. Percebendo seu erro, tentou recuperar o prato cobrindo as maçãs com a massa. Quando desvirou a torta e viu o belo resultado, decidiu servir imediatamente, mesmo o conteúdo ainda estando quente. E assim, pode-se dizer que nasceu um dos maiores clássicos da culinária francesa. Ninguém acredita realmente nesta história, pois as tortas invertidas, como são chamadas na França, já existiam muito antes do século 19. De qualquer forma, esta receita foi levada à Paris pelo famoso restaurante Maxim’s, onde aparecia no cardápio como a torta das damas Tatin, dando continuidade e reputação à lenda das irmãs. A cidade de Lamotte-Beuvron leva tão a sério a torta que a fez famosa tonando-se sede de uma confraria que defende a tradição, divulgando a receita e promovendo o consumo entre os amantes da torta: a La Confrerie des Lichonneux de Tarte Tatin. O recheio desta torta leva somente três ingredientes: maçãs, manteiga e açúcar. A massa pode ser folhada ou podre. Mas, apesar de parecer simples, não é. São pequenos segredos que podem levar a tarte tatin de pesada e sem graça a sublime e tentadora.

Chef Marcio Lopes "sempre com vocês."


O Parmesão é a garantia do emprestimo!!!

Na Emilia Romana, centro da Itália e pátria do parmesão, os empréstimos bancários concedidos aos agricultores são garantidos por fornadas de queijo parmesão, dessa forma eles conseguem alavancar suas empresas, em troca eles dão como garantia os produtos por eles fabricados, é depositado nos bancos enquanto alcança o ponto ideal.

O sistema, é único no mundo, nasceu nos anos 50 e no século XXI ainda é utilizado por quatro bancos desta região da Itália: o Banco Agrícola Mantovana (MPS), o Popolare di Verona, o Popolare dell'Emilia Romagna e o Credem (Crédito Emiliano), que abrigam mais de 400.000 formas de parmesão.
O banco Crédito Emiliano, no norte da Itália, é um desses bancos que se oferece para emprestar dinheiro em troca de blocos de queijo parmesão. Os cofres do banco já têm 400 mil blocos de parmesão. Cada um desses blocos vale aproximadamente cerca de 300 euros, o que significa que o banco tem já 119 milhões de euros guardados em forma de queijo. O objetivo desta nova forma de crédito é ajudar os pequenos produtores locais que enfrentam dificuldades financeiras.

"Durante os dois anos, os produtores devem enfrentar os diversos gastos e continuar pagando os fornecedores. Para permitir o acesso ao financiamento necessário, os bancos da região de vocação agrícola decidiram criar depósitos para parmesão", explica William Bizzarri, diretor geral da Magazzini Generali delle Tagliate (MGT), uma empresa fundada pelo Credem em 1953. Os depósitos servem ao mesmo tempo de garantia para os créditos. Se o cliente não pagar o crédito, o banco recupera o valor vendendo o queijo.

Se a moda pega, já pensou?
Chef Marcio Lopes "sempre com vocês."

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

A Jabuticaba é 100% Brasileira.

A jabuticaba é nativa da Mata Atlântica. É conhecida desde o período do descobrimento e encontrada de norte a sul, desde o Pará até o Rio Grande do Sul. A palavra "jabuticaba" é tupi e quer dizer "fruto em botão". É uma fruta 100% brasileira. Árvore de até 8 metros de altura tem folhas vermelhas quando jovens e verdes posteriormente. Suas flores são alvas e surgem diretamente do caule. Floresce duas vezes ao ano: de julho a agosto e de novembro a dezembro. A jabuticaba é utilizada para vários fins, tanto culinários, como medicinais. Entre estes é mencionada a decocção da casca, como remédio para a asma. Por sua semelhança à uva, muitos produtos, como o vinho, suco, geléia, licor e vinagre podem ser feitos com a jabuticaba.
A jabuticaba possui antocianinas, pigmentos presentes nas uvas escuras e, conseqüentemente, no vinho tinto, apontados como grandes benfeitores das artérias. Sua maior concentração está na casca e a sugestão é batê-la no preparo de sucos ou usá-la em geléias. As altas temperaturas não degradam suas substâncias benéficas. Delicada, a fruta se modifica assim que é arrancada da árvore, por ter muito açúcar, a fermentação acontece no mesmo dia da colheita. Guarde em saco plástico e na geladeira.
E é na polpa que encontramos ferro, fósforo, vitamina C e boas doses de niacina, uma vitamina do complexo B que facilita a digestão e ajuda a eliminar toxinas. Na casca escura há excelentes teores de pectina, fibra muito indicada para derrubar os níveis de colesterol.

Receitas:


GELÉIA DE JABUTICABA Em um tacho de cobre estoure certa quantidade de jabuticaba e leve ao fogo sem deixar ferver. Coe em uma peneira de taquara ou plástico (esprema para melhor aproveitamento). Em seguida, para cada medida de suco, adicione uma mesma medida de açúcar. Leve ao fogo (no tacho de cobre) até o ponto de geleia e condicione-me vidros bem esterilizados. Observação: para saber o ponto certo, faça o seguinte: coloque em um copo de vidro até a metade de álcool puro, em seguida coloque uma pequena quantidade da geleia. Se espalhar ou misturar-se ao álcool, ainda não está no ponto. Caso permanecer como uma bola consistente, está no ponto ideal.


VINHO DE JABUTICABA Estoure as jabuticabas e coloque-as em uma vasilha de plástico tampando-a bem e deixando em descanso por cerca de 15 a 20 dias, mas antes de cobrir a vasilha, cubra a superfície do suco com açúcar. Após este tempo, coe todo o suco utilizando-se de um funil com algodão. Caso o teor de álcool (natural) esteja baixo, pode-se acrescentar a gosto, álcool de cereais a 40 graus. O líquido, no ponto certo, deve ser colocado em garrafas por cerca de 3 meses. Durante este período, sacudir um pouco as garrafas para saída do gás. Não sendo adotada esta medida, há o perigo de estourar a garrafa ou soltar a rolha, prejudicando a conservação do vinho que deve ter, na medida do possível, o teor alcoólico apenas da fruta.

Chef Marcio Lopes "sempre com vocês."

A invenção do Panetone

Quatro histórias diferentes procuram explicar a invenção do panetone - o pão doce e macio, perfumado e amanteigado, repleto de uvas passas e frutas cristalizadas, com formato de chapéu de cozinheiro, clássico de Milão, na Itália, hoje consumido no Natal do mundo inteiro.
A primeira e mais célebre, repetida desde o século 19, atribui sua criação a um certo Toni, ajudante da cozinha de Ludovico Sforza, o Mouro (1452-1508), duque de Milão. Não dispondo de dinheiro para o casamento da filha, ele preparou um pão doce e rico, que serviu na festa nupcial. Teria nascido assim o “pan de Toni” (dialeto milanês), posteriormente batizado de panettone.
A outra versão também envolve Sforza. Em um dos banquetes de Natal oferecidos pelo duque, o cozinheiro distraído queimou a sobremesa e a substituiu pelo enorme pão doce que o subalterno Toni fizera como experiência. Sforza gostou e perguntou o nome do que comia. Na falta de outra designação, chamaram-no “pan de Toni”.
A terceira variante permanece relacionada ao duque. O jovem Ughetto, filho de Giacometto degli Atellani, escudeiro de Sforza, apaixonou-se por Adalgisa, filha de um padeiro. Como a moça era pobre, a família do rapaz contrariou o namoro. Mas Ughetto teve a idéia de ajudar o pai de Adalgisa a inventar um pão que fez sucesso e o tornou rico, propiciando seu casamento com a amada.
A última versão credita o panetone a uma freira doceira coincidentemente chamada Ughetta, que vivia num convento onde a falta de recursos impedia a realização da festa de Natal. A religiosa viabilizou a comemoração preparando um pão com açúcar, manteiga, ovos e pedacinhos de cidra, colocando a massa para levedar demoradamente e assando-a até ficar dourada.
Apesar de românticas, essas explicações não encontram sustentação histórica. É o que mostra o pesquisador e ensaísta italiano Stanislao Porzio, no livro Il Panettone - Storia, Leggende e Segreti di un Protagonista del Natale (Guido Tommasi Editore, Milano, 2007). Segundo ele, o apetitoso pão natalino foi criado e aprimorado por autores anônimos, ao longo dos séculos. Originou-se na antiga “cerimônia do tronco”, uma velha liturgia doméstica realizada durante a Idade Média e Renascença, que misturava elementos pagãos e convicções cristãs. Acontecia na véspera do Natal, em boa parte da Europa, sobretudo na Itália. O dono da casa marcava uma cruz no alto de três grandes porções de massa de pão e as colocava para assar. Depois, pegava um pesado tronco de árvore e punha na lareira sobre ramos de zimbro. Ateava-lhe fogo, jogava um pouco de vinho nas chamas, tomava um gole e passava a bebida para os membros. Prosseguia a liturgia atirando uma moeda no tronco e distribuindo outras aos presentes. Finalmente, partia cada pangrande ou panatton, oferecendo pedaços ao grupo e guardando um para o Natal seguinte. Galeazzo Maria Sforza (1469-1494), irmão mais velho e antecessor de Ludovico no ducado de Milão, promovia em família a cerimônia do tronco.
A celebração era repleta de significados. Os pães divididos evocavam a Santíssima Trindade; a tora representava a árvore pagã do Bem e do Mal; o vinho, o sangue de Cristo; o fogo recordava a missão redentora do fundador do cristianismo. Para Stanislao Porzio, dela resultou o atual panetone. Ao longo dos anos, a preparação foi ganhando as características atuais, inclusive “um uso particularmente sofisticado da fermentação natural”. Mas só recebeu a primeira menção oficial em 1570, no livro Opera dell’Arte del Cucinare, do chef Bartolomeo Scappi, cozinheiro dos papas Paulo III e Pio V. Posteriormente, apareceu definido assim no dicionário Varon Milanes de la Lengua de Milan, de 1606: “Panatton (…) , pão gigante que se costuma fazer no dia de Natal”. Seu nome definitivo, porém, continua a suscitar discussões. Alguns autores, mesmo aceitando o primado da “cerimônia do tronco”, associam a palavra panetone ao vocábulo milanês panett, com o qual os padeiros da região designavam a conhecida massa madre. Já o formato atual de chapéu de cozinheiro só apareceu no início do século 20, quando entrou em cena o padeiro e confeiteiro Angelo Motta, de Milão. Pioneiro na industrialização da especialidade, ele aperfeiçoou a antiga receita, na qual aumentou a porcentagem de manteiga, ovo, açúcar, uva passa e frutas cristalizadas, além de ampliar-lhe o tempo de levitação e cozimento. É considerado por isso “o reinventor e favorecedor de sua expansão internacional”. No Brasil, a novidade chegou em 1952, trazida pelo italiano Carlo Bauducco, dono da marca homônima, de São Paulo. Foi assim que iniciamos a adoçar nosso Natal com o indispensável panetone.

Chef Marcio Lopes "sempre com vocês."