Seja Bem Vindo ao Blog do Marcio Lopes, você é a nossa razão...

Marcio Lopes é Chef de Cozinha, professor e consultor na área de gastronomia.

Quero todo dia aprender com vocês.

Sejam Bem Vindos ao meu Blog, vocês são a razão deste. Sem vocês eu não teria motivação para escrever.........


sábado, 19 de junho de 2010

Meus Grand's Chef's










Esses são os meus GRAND'S CHEF'S, estas crianças são tudo. Um pouco de cada um transforma a vida de muitos, venham participar desse Grande Projeto, e conhecer os meus verdadeiros Grand's Chef's, a vida é muito curta e numa curva dela algum dia a gente pode se perder e nunca mais se encontrar, então vamos aproveitar a as retas dessa estrada, para sorrir.

Faça sempre algo de bom para que a sua estória seja contada um dia e não esquecida.

A aula de 04 anos do projeto está no youtube. Vocês já viram? Ainda não! Então não percam mais tempo.
Foram 10 Chefs e 30 alunos downs e o resultado...só vendo:

Chef Marcio Lopes "sempre com vocês"

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Ser um Empreendedor ou Sobreviver. Quem você quer ser?

A sociedade moderna vem passando por muitas mudanças, violentas e rápidas, cada vez mais rápidas fazendo com que cada amanhecer nossas atitudes sejam empregadas a nosso favor. Isto exige atitudes arrojadas, corajosas, ousadas, inovadoras e acima de tudo ágeis, viabilizando desta forma soluções para as mais diversas situações que a conjuntura assim impuser. O mundo não avisa o amanhã nos temos que nos adiantar a esse amanhã e nos prepararmos sempre.
É então, neste momento, que surge a necessidade de pessoas com o “espírito empreendedor”. Durante séculos esta personalidade social foi tida como desestruturador social, dotadas de características, as quais fugiam dos padrões determinantes e impostos pela sociedade. Alguns chamavam de loucos os que se aventuravam a criar, Einstein, Henry Ford, Tomas Edison, eles foram chamados de loucos em seus tempos e hoje são considerados como Empreendedores do Século. Contudo, o mundo se transformou, a humanidade evoluiu, as inovações e transformações exigiram novas atitudes e comportamentos. Nesta hora é dado um novo conceito ao termo “empreendedor”, o qual, a partir de então, se torna figura vital a sobrevivência da humanidade. Se dessa maneira a sociedade vê o ser "empreendedor", devemos dar ênfases em nossas escolas para formarmos cada vez mais empreendedores, e como devemos fazer isso, estimulando nossas crianças desde cedo a pensarem como tais, a solução pode não estar nas escolas mas sim em nossas casas, ou seja na Família que é a base de nossas vidas.
Hoje a concepção do empreendedor deixou de ser aquela do passado e passou a representar aquele ou aquela que faz a diferença possuindo características e habilidades diferenciadas. São os empreendedores que estão rompendo barreiras comerciais e culturais encurtando distâncias, globalizando e renovando os conceitos econômicos, criando novas relações de trabalho e novos empregos, quebrando paradigmas e gerando riquezas para a sociedade.
Atualmente podemos observar que é crescente o número de novos empreendedores, contudo verificamos que muitos não estão preparados o suficiente para sustentar esta nova realidade, acabando por fracassar em seu projeto. Para isso, é necessário à criação de estruturas de apoio ao empreendedor, sejam elas: financeira, técnica, etc. Há também, os casos em que, o empreendedor através de sua coragem, ousadia, criatividade, inovação, flexibilidade, agilidade, dentre outras, realiza seus sonhos e os concretiza. Dentre todas estas existe uma coisa para o empreendedor não existe a palavra imposssível, pois dentro de si a explosão do otimismo e da vitória não deixa espaço para o pessimismo.
Neste momento nasce uma outra questão, a partir do momento em que o empreendedor se firmou no mercado, “O negócio deu certo”, ele precisa sobreviver. Para isto resta a ele duas alternativas, uma seria se acomodar e simplesmente tocar o seu negócio e mantê-lo da forma que está, se comportando desta forma, o empreendedor acaba por perder muitas de suas características, que possuía quando no início do negócio, pois fica sem tempo para inovar, deixando de ter ousadia e coragem, procurando obter uma falsa segurança. Quem sabe, até poderíamos arriscar dizer que, neste momento, ele até deixa de ser um verdadeiro empreendedor. E a outra alternativa seria continuar inovando, aprimorando, mudando sempre que a circunstância assim requisitar, não deixando nunca de empreender, não tendo medo e sempre disposto a aprender a aprender. Devemos sempre estarmos atento a tudo e a todos pois aprendemos a todo instante e a qualquer momento.
O início de um novo negócio, para todo novo candidato a Empreendedor, está geralmente impregnado do chamado “espírito empreendedor”, ou seria o tesão, a paixão, a vontade de vencer, possuindo ou não o perfil e habilidades adequadas ao negócio.
A capacidade individual de definir claramente os objetivos a serem alcançados, através da identificação e do aproveitamento das oportunidades ofertadas pelo meio em que está inserido; a habilidade na comunicação e persuasão, das pessoas com quem está envolvido nesta empreitada; a obtenção, utilização e controle dos recursos; poder de negociação; aquisição de informações; a desenvoltura na resolução de problemas; criatividade e inovação; persistência; agilidade; ousadia e coragem; dentre outros, são fatores imprescindíveis e fundamentais, quando na avaliação do empreendedor bem-sucedido ou mal-sucedido.
Quando a empresa atinge o ponto de sobrevivência, ou popularmente podemos dizer que ”O negócio deu certo”, muitos empreendedores acabam se agarrando na empresa, superestimando a mesma e tendo medo de perdê-la. Aliado, a este fenômeno psicológico, não podemos esquecer que, em geral, estamos lidando com micro e pequenas empresas, que principalmente em seu início possuem escassez de recursos de toda ordem, sobretudo financeiros.
A partir deste quadro, o empreendedor, buscando salvar a sua empresa, procura gerir tudo, caixa, operação, financeiro, marketing, pessoal, etc. Parte disto ligado à falta de estrutura e parte ligada à falta de confiança na equipe.
Desta forma, o empreendedor acaba perdendo muita de suas características, que possuía no início do negócio, pois fica sem tempo para inovar, deixando de ter ousadia e coragem, preocupado com sua “manutenção” na selva de pedra, na busca pela obtenção da falsa segurança.
Te faço uma pergunta agora. Quais motivos fazem com que os empreendedores, a partir da sobrevivência do negócio, deixem adormecer as suas características mais vitais ao empreendedorismo?

Você sabe me dizer:

Nunca se acomode aprenda sempre mais.


Chef Marcio Lopes

segunda-feira, 14 de junho de 2010

A Herança Africana - A comida dos santos

Quando falamos de comida dos santos, temos que ter em mente que é uma mistura da comida ritual com a comida brasileira que teve influencia da culinária Africana e Portuguesa, para entender melhor segue as definições e algumas receitas para conhecimento e deleite.
Comida ritual
Comida ritual, nas religiões consideradas afro brasileiras, são as comidas específicas de cada Orixá, cujo preparo requer um verdadeiro ritual. Esses alimentos depois de prontos são oferecidos aos Orixás acompanhados de rezas e cantigas. Durante a festa ou no final, em grande parte são distribuídas para todos os presentes. São chamadas comida de axé, pois se acredita que o Orixá aceitou a oferenda e impregnou de axé as mesmas.
A Iyabassê é a pessoa responsável por cumprir esse ritual. Existem Orixás que não aceitam comidas com azeite de dendê, outros não aceitam mel, outros não aceitam sal, outros não aceitam camarão, etc... A Iyabassê é responsável por saber exatamente como se prepara cada uma dessas comidas, para que elas sejam aceitas pelos Orixás respectivos.
Abará oferecido a todos os orixás
Acaçá oferecido a todos os orixás
Acarajé oferecido principalmente a Exu, Iansã, Ogum e Xangô e depois aos demais Orixás
Ado oferecido a Ogum
Amalá oferecido a Xangô
Axoxô oferecido a Oxossi
Carurú oferecido a São Cosme e São Damião e também a Xangô
Deburu ou Doburu oferecido a Omulu e Obaluaiyê
Efó oferecido a Nanã
Xixim de galinha oferecido a Oxum

A comida dos santos

Celebra-se São Cosme e São Damião em setembro com um grande caruru. O que não quer dizer que só o caruru seja servido. Vatapá para quem não gosta de caruru; efó para quem não come carne nem peixe; moqueca para quem não gosta vatapá nem de caruru nem de efó; xinxim para quem não come folha... É preciso agradar a todos. Cosme e Damião são celebrados na mesa do rico e do pobre. Nos terreiros de Candomblé o ritual é rígido, mas festivo. Sete crianças são escolhidas para iniciarem a comilança. Sentadinhas no chão, as eleitas comem sem talheres admiradas por todos os outros convivas que só depois desse ritual poderão se servir das delicias oferecidas aos santos. Os carurus são monumentais: os quiabos são contatos por unidade e as promessas são feitas baseadas no numero de quiabos. Prometem-se mil, quatro mil quiabos e por ai afora. Os carurus espalham-se pela cidade e arrastam-se pelo mês de outubro adentro.
Cada santo ou orixá tem as suas preferências culinárias. Os filhos de santo oferecem, com os seus devidos rituais, aos seus orixás os pratos de seu agrado. Iansã adora acarajé. Xangô, marido Iansã, gosta muito de caruru. Oxum, a segunda mulher de Xangô, delicia-se com um xinxim de galinha e adum, uma mistura de farinha de milho, mel e azeite doce. Obá, também mulher de Xangô, gosta de ovos preparados de qualquer maneira. Oxalá gosta de cuscuz, Ogum de vatapá, Oxóssi prefere abóbora ou milho. Nanã more de amores por um efó de lingua-de-vaca e Omulu por pipoca.
Como em toda parte do Brasil, os santos populares recebem as honras gastronômicas do mês de junho. São João sempre foi uma festa importante e, durante muitíssimos anos, teve importância superior à do Natal. É o tempo do licor de jenipapo preparado religiosamente pelos especialistas da família, que trancam a sete chaves o segredo de sua iguaria. Da cozinha também saem às receitas das canjicas e mungunzás em travessas fartas e enfeitadas.

Algumas Historias

Não que ela seja gulosa. Mas, para agradar a Iemanjá, deve-se preparar uma canjica branca, cozida apenas em água. E, por cima das pequenas pérolas de milho, convém enfeitar com camarões defumados e refogados em cebola. Mas nada de dendê. A Senhora das Águas gosta apenas de azeite doce, como o óleo de oliva é conhecido no Nordeste. Na preferência da rainha dos sete mares, há espaço apenas para a chamada comida branca, que também alimenta o pai Oxalá, com que é casada.
Enquanto Iemanjá satisfaz o apetite com ebô-yiá (canjica branca com camarão defumado), manjar-branco e arroz-de-hauçá, as outras entidades do candomblé têm suas preferências à mesa. Exu aprecia farofa de dendê, Iansã, bolinhos de acarajé, e Oxóssi, axoxô, o milho vermelho cozido com coco e mel. Tratados como santos pela maioria dos adeptos do candomblé, os orixás estão mais próximos da mitologia grega que do cristianismo. Os deuses africanos têm algo de quase humanos em suas paixões, sempre exacerbadas. Diferentemente dos santos a que estão associados no catolicismo - sincretismo usado pelos escravos de origem africana para driblar o monopólio cristão da casa-grande -, os orixás são mais tolerantes com os pecados capitais e demonstram uma predileção especial pela boa mesa. Tanto que, no dia 30 de dezembro, os terreiros da Bahia preparam o banquete aos orixás. É quando se pede que o ano que entra seja de fartura e prosperidade.
Diferentemente do caso dos gregos, em que a Ambrósia e o néctar estavam reservados somente aos deuses, depois de servirem o santo, os fiéis podem saborear os pratos do candomblé. Essa partilha da mesma comida no caso da religião afro-brasileira influenciou nossos hábitos alimentares.
As celebrações do candomblé são banquetes pantagruélicos, uma explosão de fartura. Cada refeição compõe-se de múltiplos pratos principais e seus acompanhamentos variados. A elaboração dessas receitas segue normas rígidas, que devem ser respeitadas. Não há um chef como num restaurante, mas quem zela pelo fogão é a iabassê, que dentro da rígida hierarquia do candomblé detém o cargo vitalício de responsável pela cozinha. Embora parecida, a comida de preceito tem diferença daquela feita na cozinha das casas e dos restaurantes. Usado em diversos pratos, em especial no caruru, o quiabo exibe vários tipos de corte. Tudo depende da entidade para a qual vai ser oferecido. É cortado miudinho, por exemplo, quando dedicado aos Ibejis, dupla entidade infantil sincretizada por São Cosme e São Damião.
Apesar de os santos serem os mesmos, ocorrem grandes variações, quando se comparam as oferendas culinárias em diferentes Estados brasileiros. No Rio de Janeiro, por exemplo, onde o candomblé tem a mesma dimensão e importância que na Bahia, Exu come churrasco preparado com a carne dos animais abatidos em sacrifício; Iansã, um bolinho de gemas de ovos. Essas discrepâncias acontecem em virtude do fato que os antigos escravos procediam de diferentes nações africanas. Ao cruzarem o Atlântico, eles tiveram de fazer diversas adaptações em seus pratos. O antropólogo Raul Lody, autor de Santo também Come (Pallas, 1998), explica que receitas de milho são uma invenção brasileira, uma vez que esse vegetal de origem americana não existia na África antes do descobrimento. Outra interessante incorporação foi a da farinha de mandioca, transformada em várias farofas.
Em suas pesquisas, Lody conclui que as comidas usadas em rituais africanos não tinham a exuberância da registrada nos candomblés da Bahia. Do outro lado do oceano, a comida de orixá continua a ser feita basicamente de inhame, dendê e algumas raízes e sementes desconhecidas no Brasil. Não por acaso sincrético, o candomblé recebeu diversas influências profanas. A comida branca de Iemanjá, por exemplo, passou a ser preparada com o óleo de oliva, legado pelos portugueses. Já o azeite-de-dendê, óleo ritual, deixou a circunscrição dos terreiros para virar uma identidade da culinária baiana. Aliás, poucas pessoas não confundem a comida de santo com a cozinha da Bahia.
O caruru de Cosme e Damião
Cosme e Damião — os Igbêji nagôs — são objeto de grande culto essencialmente doméstico, familiar, na Bahia.
Muitas famílias têm duas pequenas velas sempre acesas diante da imagem dos "meninos": os gêmeos são casamenteiros, ajudam a encontrar objetos perdidos, protegem contra doenças, "abrem os caminhos", isto é, mudam, para melhor, a sorte dos devotos. Diante desta imagem, nos dias de quarta-feira e de sábado, põem-se pequeninos pratos de barro com caruru e quartinhas de água nova, da torneira. Esta água, ao ser mudada, não será jogada fora, pelo menos em lugar onde possa ser pisada: servirá para molhar plantas ou para beber, pois se acredita que a água das quartinhas dos santos comunique saúde.
Oficialmente os gêmeos têm a sua festa a 27 de setembro, dia que bate o recorde de casamentos entre as classes pobres. Mas cada família pode festejá-lo, arbitrariamente, em qualquer dia, desde que cumpra com certas obrigações estabelecidas pela tradição. Esta festa se chama "o caruru dos meninos".
Em casa, desde a véspera, os fogões disponíveis estão ocupados no cozimento dos petiscos que constituem "o caruru dos meninos" — caruru, feijão fradinho, abará, acarajé, galinha de xinxim, acaçá, banana da terra em azeite de dendê, milho branco, inhame, farofa de azeite de dendê com camarão, pipocas. De faca em punho, mulheres cortam roletes de cana, pedaços de coco. Outras fazem aluá, uma garapa de cascas de abacaxi e rapadura. Mas, de tudo isto, só é indispensável o caruru.
De todas estas comidas se deve pôr um pouco aos pés dos santos, antes que alguém se tenha servido delas, e, mais, os pés e a cabeça da galinha.
Toda essa influencia Africana juntamente com os Portugueses fazem hoje a nossa rica culinária que encontramos na Região Norte do nosso Brasil.
Chef Marcio Lopes "vamos cultivar a nossa cultura"

domingo, 13 de junho de 2010

A Herança Africana - Comidas dos Santos - Caruru

Vamos preparar um Caruru, esse prato é um dos que são oferecidos a São Cosme e Damião


Ingredientes
100 quiabos em pedaços
7 quiabos inteiros (para decorar o prato)
600 ml de azeite-de-dendê
4 cebolas grandes trituradas
300 g de camarão seco, um pouco triturado e o restante inteiro(adquira em casas de produtos do Nordeste)
250 g de amendoim
250 g de castanha-de-caju
Gengibre ralado a gosto
Sal a gosto.

Vamos Preparar
• Depois de picar os quiabos, refogue-os no azeite-de-dendê, com os quiabos inteiros, as cebolas e o gengibre.
• Acrescente um pouco de água e deixe cozinhar.
• Junte os camarões, o amendoim e a castanha, triturados ou batidos no liquidificador.
• Mexa sempre com a colher de pau. Corrija o sal, deixe apurar e sirva.

Conheça um pouco sobre a cultura escrava do Brasil - Nossa Herança Africana - Seus costumes e suas crenças.

Quem são os Igbejis para os Africanos e porque a associação com Cosme e Damião. Na África , as crianças representam a certeza da continuidade, por isso os pais consideram seus filhos sua maior riqueza. Preocupar-se com os sustento das crianças é frequente entre os povos negros, haja a vista a miséria das cidades africanas e a situação do negro na escravidão e na Diáspora. A palavra Igbeji quer dizer gêmeos e o orixá Igbeji é o único permanentemente duplo. Forma-se a partir de duas entidades distintas que coexistem, respeitando o princípio básico da dualidade. Os Igbejis são filhos paridos por Iansã, mas abandonados por ela, que os jogou nas águas. Foram abraçados e criados por Oxum como se fossem seus próprios filhos. Doravante, os Igbejis passam a ser saudados em rituais específicos de Oxum e, nos grandes sacrifícios dedicados à deusa , também recebem oferendas. Entre os deuses africanos, Igbeji é o que indica a contradição,os opostos que caminham juntos a dualidade de todo o ser humano, Igbeji mostra que todas as coisas, em todas as circunstância, tem dois lados e que a justiça só pode ser feita se as duas medidas forem pesadas, se os dois lados forem ouvidos. Na África, O Igbeji é indispensável em todos os cultos. Merece o mesmo respeito dispensado a qualquer Orixá, sendo cultuado no dia-a-dia. Igbeji não exige grandes coisas, seus pedidos são sempre modestos; o que espera como, todos os Orixás, é ser lembrado e cultuado. O poder de Igbeji jamais podem ser negligenciado, pois o que um orixá faz Igbeji pode desfazer, mas o que um Igbeji faz nenhum outro orixá desfaz. E mais: eles se consideram os donos da verdade. Existe uma confusão latente entre o Orixá Igbeji e os Erês. É evidente que há uma relação, mas não se trata da mesma entidade. O Erê é o intermediário entre a pessoa e seu Orixá, é o aflorar da criança que cada um guarda dentro de si; reside no ponto exato entre a consciência da pessoa e a inconsciência do orixá. É por meio do Erê que o Orixá expressa sua vontade, que o noviço aprende as coisas fundamentais do candomblé, como as danças e os ritos específicos de seu deus. São duas divindades gêmeas, sendo costumeiramente sincretizadas aos santos gêmeos católicos Cosme e Damião. Ao contrário dos erês, entidades infantis ligadas a todos os orixás e seres humanos, são divindades infantis, orixás-crianças. Por serem gêmeos, são associados ao princípio da dualidade; por serem crianças, são ligados a tudo que se inicia e brota: a nascente de um rio, o nascimento dos seres humanos, o germinar das plantas, etc. Seus filhos são pessoas com temperamento infantil, jovialmente inconseqüente; nunca deixam de ter dentro de si a criança que já foram. Costumam ser brincalhonas, sorridentes, irrequietas - tudo, enfim, que se possa associar ao comportamento típico infantil. Muito dependentes nos relacionamentos amorosos e emocionais em geral, podem então revelar-se teimosamente obstinadas e possessivas. Ao mesmo tempo, sua leveza perante a vida se revela no seu eterno rosto de criança e no seu modo ágil de se movimentar, sua dificuldade em permanecer muito tempo sentado, extravasando energia.

Lenda sobre os Igbejis
Outra lenda conta que os Igbejis são filhos paridos por Iansã e jogados nas águas. Oxun os abraçou e os criou como se fosse seus filhos. Todas as casas de candomblé têm por obrigação cultuá-los e tratá-los bem. Eles são confundidos por muitos como Orixás malucos, mas na verdade eles são crianças e como tais são muito difíceis de perdoar, pois são muito radicais. Eles exigem que cada um faça as coisas mais certas possíveis, o que faz com que as pessoas os temam. O seu culto é obrigatório, assim como o de Exú, pois eles comandam as forças positivas das casas de candomblé. Dizem os mais velhos que só existe uma pessoa feita em Igbeji no Brasil e está na Bahia. Na África os Ibejis são indispensáveis em todos os cultos, sempre. Eles são respeitados como Orixás de frente e estão sempre ao lado dos Orixás como a semente da fruta. Na África não precisa se esperar o dia 27 de setembro para comemorá-los, lá são cultuados no dia-a-dia como qualquer outro Orixá. Eles não perdem grande coisa, seus pedidos são pequenos, pois o mais importante para eles é serem lembrados e cultuados. O que o Orixá faz, os Erês podem desfazer, mas o que os Erês fazem nenhum Orixá desfaz. Eles se consideram os donos da verdade.

Chef Marcio Lopes "sempre com vocês" a nossa pátria de 500 anos está marcada pelas estórias do nosso povo escravo os Africanos. Muitas das nossas raízes estão em nossa culinária trazida e adaptada por esses povos que aqui trabalharam muito.

Quem nunca foi à Bahia? Andar por aquelas ruas nos leva a nossa verdadeira raiz. O cheiro do azeite de dendê, pelas escadarias logo nos leva a nossa verdadeira Herança Africana.

Conhecer um pouco nossa cultura nunca é demais.
Para saber mais sobre os Orixás, consulte www.sobresites.com, no meu blog eu tento passar um pouco da nossa cultura gastronômica mas não posso de deixar de mencionar sobre a cultura Africana.

sábado, 12 de junho de 2010

A Herança Africana - Comidas de Santos - Acarajé

Quem é Yansã? Saiba um pouco sobre ela.
Oyá recebeu, de Olorun, a missão de transformar e renovar a natureza através do vento, que ela sabe manipular. O vento nem sempre é tão forte, mas, algumas vezes, forma-se uma tormenta, que provoca muita destruição e mudanças por onde passa, havendo uma reciclagem natural. Normalmente, Oyá sopra a brisa, que, com sua doçura, espalha a criação, fazendo voar as sementes, que irão germinar na terra e fazer brotar uma nova vida. Além disso, esse vento manso também é responsável pelo processo de evaporação de todas as águas da terra, atuando junto aos rios e mares. Esse fenômeno é vital para a renovação dos recursos naturais, que, ao provocar as chuvas, estarão fertilizando a terra.
Apesar de dominar o vento, Oyá originou-se na água, assim como as outras iyabas, que possuem o poder da procriação e da fertilidade.
Conhecida no Brasil como Yansã, cujo nome advém de algumas formas prováveis: Oyamésàn - nove Oyàs; usado como um dos nomes de Oyà
Lenda de Yansã
Oyá foi desafiada pelos sacerdotes de sua aldeia, que duvidaram de sua capacidade de irrigar a terra. Para eles, sua única função era a de levantar o vento para espalhar as sementes. Sentindo-se muito ultrajada, resolveu mostrar a eles do que era capaz. Na frente de todos, rasgou ao meio um pano escuro de sua indumentária. Usando seus pés, colocou uma grande extensão de terra, onde esses panos foram jogados e, ao entrarem em contato com o solo, transformaram-se num grande rio.
O Acarajé é oferecido a Yansã

Ingredientes
5 xícaras ( 1 kg) de feijão-fradinho
2 colheres(chá) de sal
Azeite-de-dendê para fritar
1 cebola inteira
2 cebolas medias (250g) raladas

Como preparar
De véspera, coloque o feijão no copo do liquidificador e bata em velocidade alta somente para triturá-lo grosseiramente. Passe por uma tigela e lave sob água corrente para eliminar parte das cascas. Cubra com água e deixe de molho durante a noite. No dia seguinte, elimine o restante das cascas, escorra a água e coloque o feijão no copo do liquidificador. Junte o sal e bata em velocidade alta ate obter uma massa bem homogênea. Coloque numa tigela e reserve.
Coloque o azeite-de-dendê numa frigideira ate atingir cerca de 3 cm de altura e junte a cebola inteira, leve ao fogo alto e deixe aquecer bem. Enquanto isso acrescente a cebola ralada à massa de feijão e bata fortemente com uma colher de pau ate obter uma mistura bem fofa.
Quando a cebola que esta no óleo começar a soltar fumaça, prepare os acarajés: usando uma colher de sopa, coloque porções da massa de feijão no óleo quente e frite ate ficar dourado por igual. Retire com uma escumadeira e deixe escorrer em papel absorvente. Passe para um prato de servir e leve a mesa enquanto ainda estão quentes, acompanhados de molho de camarão e
molho de pimenta.

Molho de pimenta
Ingredientes
Cascas e cabeças de camarão
4 colheres (sopa)(60ml) de azeite-de-dendê
1 cebola grande(150 g) ralada
3 pimentas malaguetas bem amassadas

Preaqueça forno em temperatura media(180ºC). Elimine os olhos e as barbas dos camarões. Coloque as cascas e as cabeças já limpas numa assadeira, leve ao forno preaquecido e deixe ficarem torradas. Tire do forno, coloque no copo do liquidificador, bata em velocidade alta ate reduzir a pó e reserve.
Coloque o azeite-de-dendê numa frigideira e aqueça em fogo médio. Junte a cebola ralada e frite por 2 a 3 minutos. Acrescente o pó de camarão reservado, a pimenta malagueta amassada, misture rapidamente e tire do fogo. Passe para uma molheira e leve a mesa.

Molho de camarão
Ingredientes2 xícaras(150g) de camarões secos
4 colheres(sopa)(60ml)de azeite-de-dendê
1 cebola grande(150g)cortada em fatias finas
Descasque os camarões e reserve as cascas e cabeças para preparar o molho de pimenta.
Numa frigideira, coloque o azeite-de-dendê, leve ao fogo médio e deixe aquecer. Junte a cebola e frita por 2 a 3 minutos. Acrescente os camarões descascados e frite por mais 7 a 10 minutos. Tire do fogo, passe para uma molheira e leve à mesa.
Chef Marcio Lopes "sempre com vocês" nossa culinária é a nossa maior cultura.
"A energia sagrada dos Orixás é traduzida pela palavra AXÉ que é, igualmente, uma interjeiçao: assim seja!"